Sistemas e fornecedores: quando construir, quando comprar
A pergunta volta sempre: "Compramos um SaaS ou desenvolvemos algo à medida?"
A resposta certa não está no preço inicial. Está no custo total ao longo de 3 anos.
A regra dos 3 critérios
1. Diferenciação
É algo que os teus clientes vêem? Que distingue a tua empresa? Se sim, considera construir. Se não, compra.
2. Estabilidade do processo
O processo muda todas as semanas ou está estabilizado? Software à medida para processos voláteis é dinheiro queimado.
3. Volume e custo unitário do SaaS
Muitos SaaS cobram por utilizador ou por evento. Aos 50 utilizadores compensa; aos 500 é robo.
Matriz de decisão rápida
- Compra — comum, estável, baixo volume: CRM, email marketing, contabilidade
- Constrói — diferenciador, estável, alto volume: motor de pricing, fluxo de onboarding único
- Não faças nada — comum, instável, baixo volume: ainda não estás pronto para sistematizar
- Híbrido — diferenciador, instável, alto volume: usa SaaS com API e constrói a camada à medida por cima
Os custos escondidos do "construir"
- Manutenção (40% do custo inicial por ano)
- Bus factor (uma pessoa, uma demissão, um problema)
- Oportunidade (o que não estás a fazer enquanto constróis)
Os custos escondidos do "comprar"
- Lock-in (mudar de SaaS em 3 anos custa muito)
- Integrações entre fornecedores (a fatura mensal cresce)
- Limites de customização que aparecem tarde demais
A decisão certa muda com o tempo. Reavalia todos os anos.

Escreve sobre IA aplicada, operação, GEO/SEO e como transformar empresas em máquinas que continuam a funcionar mesmo quando ninguém está a olhar.
